Cheapest Weddings: uma série divertida sobre os casamentos mais baratos da Austrália

Depois de um texto longo e reflexivo (e pessimista) sobre O Lagosta, o post de hoje vai ser a indicação de uma série leve, bem descontraída. E sem nenhuma problematização dessa vez! Afinal de contas, mesmo eu – que critico até meus filmes preferidos – de vez em quando também preciso assistir coisas assim, mais “relax”. Fica a dica: é uma série australiana. Será que vocês conseguem adivinhar qual?

Estou falando sobre Cheapest weddings que, para a felicidade geral da nação, também está na Netflix! Em português, esse título significa “casamentos mais baratos”, e é isso mesmo que a gente tem no programa. Cerimônias matrimoniais simples, improvisadas, que custam uma fração do que as pessoas costumam gastar no casamento. Não parece muito divertido, né? Confesso eu que fui assistir esperando um desastre atrás do outro, barraco atrás de barraco (olha aí o preconceito de classe dando as caras, mesmo sem a gente perceber). E a série me surpreendeu no melhor dos sentidos!

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Decoração rústica com uma placa luminosa feita pelo próprio noivo (Fonte)

A despeito da abertura meio sensacionalista, Cheapest weddings mostra casais muito “reais” que precisam manter o seu orçamento baixo, por vários motivos diferentes. Não tem tanta confusão quanto eu imaginava, apesar de algumas situações invariavelmente não saírem como planejado. Algo que pode acontecer em qualquer festa, independente do gasto envolvido, né? O que a gente vê na série são pessoas apaixonadas, e decididas a celebrar a sua união, mas que tem outras prioridades além de gastar uma fortuna em uma única noite de festa.

Tem um casal que mora na Ilha Norfolk, um belíssimo paraíso natural de acesso restrito (que no passado já foi uma colônia penal). Graças a algumas limitações de transporte e logística, para contratar serviços de festa como bufê e decoração seria preciso trazer profissionais de fora da ilha, o que sairia muito, muito caro. Ao invés disso, os próprios habitantes e amigos do casal se mobilizaram para realizar a cerimônia a um custo quase zero. As pessoas doaram as flores do seu jardim e ajudaram a fazer os arranjos, foram usados alimentos plantados na ilha mesmo, os amigos fizeram tortas caseiras pra servir como sobremesa… Foi bonito ver a comunidade toda se unindo para tornar a festa uma realidade, e os noivos expressando sua gratidão não só pelo esforço de todos, mas por esse estilo de vida sustentável e comunitário que a ilha proporciona.

Ainda nesse episódio, nós conhecemos outro casal que sonhava com um casamento de luxo na beira do mar. Só que a noiva veio da Argentina, e os custos para garantir o visto permanente são bem altos (em torno de sete mil dólares), deixando pouco espaço no orçamento para investir na festa. Então, os dois optaram pelo casamento civil e depois uma comemoração familiar no quintal de casa: um churrasco australiano com direito a karaokê. No final, todo mundo – principalmente os noivos – se divertiu bastante.

O legal é que os casais do programa são pessoas bem comuns, que desejam mais do que qualquer coisa estar juntas. E aí o dinheiro, a ostentação, aquela festa caríssima… Isso fica em segundo lugar. A maior parte dos noivos – no masculino – está tão investida na realização do “grande dia” quanto as noivas, e põe a mão na massa (literalmente, como o cara que faz o bolo) para a celebração dar certo. Tem até os casamentos temáticos que celebram uma paixão comum aos dois, seja ela a série Battlestar Galactica ou o LARP, o RPG estilo Live Action. E quando aparecem problemas, como uma chuva inesperada ou o DJ que não aparece, o programa não fica insistindo e apenas nisso.

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Os noivos incorporaram seus personagens do LARP na cerimônia (Fonte)

Não é difícil perceber que o baixo nível de “drama” (comparando a outros programas do mesmo estilo) tem a ver com o fato de ser uma série australiana. A televisão americana gosta de sensacionalizar essas produções no estilo “reality TV” – vide 90 dias para casar e outros exemplos – então pra mim foi uma excelente mudança no ritmo da narrativa. E por isso eu quis recomendar pra vocês.

Depois de escrever uma análise tão desanimadora sobre a semelhança entre O Lagosta e os relacionamentos contemporâneos, Cheapest weddings restaurou um pouquinho a minha fé no amor. Sério! Enfim, espero que vocês também curtam esse programa.


Em tempo: eu mencionei no Twitter, mas pra quem ainda não viu, fica a dica: a segunda temporada de American Crime Story estreou na Netflix! Vocês devem lembrar que eu já falei um pouco sobre ela aqui. A cada temporada, a série conta a história de um crime que aconteceu nos EUA e chocou o mundo. Entitulada O assassinato de Gianni Versace, a segunda aborda a morte do renomado estilista italiano, vítima do serial killer Andrew Cunanan. A primeira temporada é excelente, e a segunda também é fantástica, aquele tipo de série que a gente não consegue parar de assistir.

Vale a pena ressaltar que não é um documentário, e o programa apresenta uma versão romantizada dos fatos. Mesmo assim, é um boa ideia para conhecer dois casos que não apenas despertaram o sentimento de horror no mundo todo, mas levantam discussões interessantes sobre racismo, misoginia e homofobia, e o papel da imprensa ao noticiar crimes tão delicados. O elenco da segunda temporada é delicioso, tem o Ricky Martin, a Dascha Polanco (Orange is the new black), a Penélope Cruz como Donatella Versace e o Darren Criss como o assassino Andrew Cunanan. Darren foi bastante elogiado pelo papel e ganhou Emmy em 2018. A atuação dele em American Crime Story é arrepiante.

Ou seja, hoje eu foi deixar vocês com duas séries para maratonar nesse fim de semana – uma levinha, e outra… Bem, a outra nem tanto, mas as duas valem a pena assistir.


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O cenário comtemporâneo de O Lagosta e as relações atuais

Advinha o que chegou na Netflix agora em janeiro? O Lagosta, um drama intrigante e sombrio com Colin Farrell Rachel Weisz (de Desobediência). Eu não diria que o filme é um suspense psicológico, mas certamente traz elementos do gênero, além do senso de humor no mínimo desconcertante – quero dizer, será que alguém conseguiu mesmo rir durante o filme? Sem dúvida tem alguns momentos cômicos, e várias cenas repletas de ironia, mas o enredo cria uma atmosfera tão desconfortável que parece ser impossível relaxar a esse ponto.

Mesmo assim, não é nem de longe uma produção tão gráfica quanto poderia ter sido (o que talvez seja sua maior qualidade). O Lagosta sugere mais do que mostra e acerta na sutileza, apesar da sinopse esquisita. Essencialmente, é uma história que evoca ideias e cenários repulsivos na mente do público, sem precisar colocar isso “em cena”. Algo que vai contra uma das máximas do cinema e da literatura também – o show, don’t tell – mas aqui é aplicado de uma maneira formidável, muito necessária ao enredo.

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Colin Farrell interpreta o protagonista David em O Lagosta (Fonte)

Hoje eu vou falar sobre algumas coisas que me chamaram atenção no filme, mas podem ficar tranquilos porque dessa vez não tem spoilers! Eu até menciono uma ou outra cena ao longo do texto, só que de bem forma geral, sem entrar nos detalhes que estragariam a experiência para vocês. Ou seja, quem ainda não assistiu pode ler sem medo (mas vai fazer mais sentido se você já tiver assistido). Então, vamos lá?

Um futuro distópico e atual

De V de Vingança a Jogos Vorazes, filmes que retratam distopias se tornaram ainda mais populares nos últimos anos. É claro que esse tipo de ambientação sempre teve um lugar cativo na telona, inclusive entre os grandes clássicos do cinema, mas de uns anos pra cá o tema ficou cada vez mais comum. A ponto de se tornar repetitivo. Nós temos muitos títulos excelentes – Mad Max: Estrada da Fúria é uma releitura incrível – porém, algumas dessas produções acabam soando como mais do mesmo. Não é, de forma alguma, o que acontece com O Lagosta.

O futuro distópico que a narrativa propõe é bastante original. Difícil ler a sinopse e não pensar “hm, taí uma coisa que eu ainda não vi”. Resumindo, é o seguinte: uma lei proíbe que as pessoas fiquem solteiras. Quem não estiver num relacionamento é enviado ao Hotel, onde tem 45 dias para encontrar um par e começar uma relação. Quem não acha um parceiro é transformado em um animal à sua escolha, e solto na floresta. Original, no mínimo! O curioso é que a produção não mostra uma realidade distante.

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No Hotel, os solteiros fazem as refeições mesas individuais (Fonte)

Todos os cenários e os objetos mostrados no filme – as roupas, os utensílios, as armas – são bem contemporâneos. Ou seja, o que mudou nesse futuro muito próximo não foi a tecnologia, mas o comportamento social. Pense nas roupas que eles usam quando vão à cidade, na arquitetura das construções. Nada grita futuro, evolução ou tecnologia, pelo contrário. São coisas que a gente poderia muito bem encontrar hoje em dia. Se muito, o que elas parecem é antiquadas, não? Certíssimo, mas de novo, isso não é uma indicação de tempo. É uma indicação de cultura e construção social.

Deixa eu explicar melhor: muita coisa na produção parece antiga, como as escolhas de decoração das casas. Só que a gente percebe que a narrativa se passa depois da década de noventa, porque uma personagem cita o filme Conta comigo (com alguma medida de nostalgia), lançado no final de 1986. Outros detalhes aqui e ali mostram que a história se passa num tempo atual ou posterior ao nosso, como os óculos do David – que são de um modelo bem moderno e funcional. Esses aspectos que parecem antiquados são, na verdade, a opção por uma estética mais neutra, menos pessoal. Os móveis e os objetos de decoração, por exemplo, que tem aquele jeitão meio ultrapassado (eu vou te contar, quanta luminária feia!). Eles não são velhos, eles são sem graça, sóbrios, austeros, “em tons de bege”. Sem personalidade, mas não necessariamente antigos.

Fica aí a pergunta: se a história se passa no futuro, por que a gente não vê smartphones, notebooks, televisões? Por que ninguém usa a internet para organizar uma resistência, um mercado negro, uma rota de fuga?

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David em uma das cenas de O Lagosta (Fonte)

Bem, a resposta é simples. Nesse futuro próximo, as pessoas abriram mão dos próprios sentimentos e da sua individualidade em nome do sistema que determina cada etapa da sua vida. O objetivo é encontrar um parceiro e casar, e manter esse relacionamento, e pronto. A ausência das tecnologias de comunicação não é só uma maneira de controlar a população. Se fosse, essa seria a primeira coisa que a “resistência” ia providenciar. Em O Lagosta, as pessoas não têm necessidade dessas ferramentas. A autonomia individual é tão restrita que existe pouquíssimo espaço para a produção de entretenimento, por exemplo, ou de qualquer conteúdo relevante a diferentes tipos de público.

Não é que a internet, o cinema ou a literatura não existam. Não é que os smartphones e notebooks ainda não foram inventados. Tudo isso existe, sim. As pessoas é que não têm grande interesse em usar. O interessante é que a narrativa estabelece esses elementos não apenas como estímulo ao pensamento individual, mas principalmente como fruto dessa autonomia, da capacidade de pensar e sentir por si mesmo. Não é difícil inferir que os personagens tinham acesso ao mesmo volume de informação que a gente tem, e em algum momento, a sociedade decidiu abrir mão disso em troca desse sistema  social hegemônico que controla a vida de cada um deles.

No geral, é uma perspectiva diferente de outros filmes sobre distopia. Não por acaso, o filme foi indicado para o Oscar de Melhor Enredo em 2017.

Sobre relacionamentos contemporâneos

Agora que eu introduzi o contexto (yup, tudo isso foi só contexto), finalmente eu posso falar a respeito das relações atuais.

O Lagosta é um comentário genuíno (ainda que pessimista e quase catastrófico) sobre relacionamentos amorosos. Claro, todas situações mostradas são absurdas, mas no fim das contas a gente fica pensando: quanto das relações contemporâneas não reflete os mesmíssimos valores? Há personagens que mentem sobre seus interesses para iniciar, ou manter, um casamento. Alguns mascaram suas próprias características – físicas ou emocionais – em nome desse relacionamento. Embora se fale sobre amor verdadeiro o tempo todo e as pessoas se vangloriem de estar um casamento feliz, sentimentos reais parecem ser a exceção. Mesmo quando não envolve uma mentira, várias pessoas nesse universo estão dispostas a sacrificar a sua identidade em função do relacionamento. E quantos de nós não fazem, ou já não fizeram isso, na “vida real”?

Paralelamente, os personagens da história parecem ser quase totalmente desprovidos de emoção. Chega a ser irônico quanto eles apontam uma mulher específica que “não tem sentimentos”. Nesse mundo, as pessoas falam de forma monótona, robótica. Como público, a gente sabe que eles sentem medo, dor, fome, afeição… Porém, são capazes de expressar as suas emoções apenas de forma muito rudimentar e limitada. Levando em conta o que nós já estabelecemos (que esse universo é o nosso, em um futuro próximo), eles não são alienígenas incapazes dos mesmos sentimentos que a gente.

Eles são a gente mesmo, a raça humana, depois de ter perdido muito da sua empatia, da sua capacidade de perceber e dialogar com o outro, da sua inteligência emocional. Ou seja, da sua humanidade. A parte assustadora é que isso não soa como uma fantasia tão absurda, ainda mais nos tempos de hoje.

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Léa Seydoux interpreta a líder de um bando formado por pessoas que conseguiram escapar do temido Hotel, e se refugia na floresta em volta dele (Fonte)

Em uma das melhores tiradas, os personagens mencionam (várias vezes, pra ter certeza que a crítica não vai passar batido pela audiência) que quando um casal está passando por uma crise, eles recebem um filho para ajudar a manter a relação. Os espectadores ficam devidamente chocados com isso, é óbvio, mas para muitas famílias não é algo tão distante da realidade. Para levantar uma reflexão, eu fiquei pensando nas crianças que crescem desse jeito no universo do filme – aquelas que foram atribuídas às famílias em crise, já depois de certa idade. Imaginem como esse ambiente afeta o desenvolvimento psicológico dessas crianças. Mais que isso (e é aqui que a reflexão fica pesada), pensem no tipo de adulto que esses meninos e meninas vão se tornar, qual  poderia ser o papel deles na manutenção do sistema. É ainda mais triste porque a narrativa permite supor que nem todos os filhos tenham sido “criados” assim.

Talvez eu esteja indo “fundo” demais na minha interpretação da história, mas uma coisa que passou pela minha cabeça ao assistir é o filme é que a líder dos foragidos deve ter sido uma dessas crianças (e mais uma personagem além dela, que eu não vou citar para evitar spoilers). Por outro lado, o cara que foi atrás da mãe no zoológico aparentava ter uma conexão genuína com ela, seja ele filho adotivo ou biológico. Um amor genuíno, o que nesse universo de O Lagosta é uma raridade mesmo quando se trata das relações familiares, pelo jeito.

Como o texto de hoje já está grande, eu vou sugerir só mais uma reflexão pra vocês.

Lembra quando eu disse que o que mudou nesse futuro próximo não foi a tecnologia, mas os fatores sociais? É muito interessante que tantos outros objetos pareçam atuais, e de repente existe esse processo de transformação que faz a pessoa virar um bicho. Doutor Frankenstein ficaria orgulhoso. É tão interessante, tão improvável, que dá para a gente desconfiar que isso não seja real. Vamos fazer um exercício de imaginação… E se essa máquina, esse processo de transformação que os personagens tanto temem em O Lagosta não existe? Vamos dizer que seja apenas fake news. Uma ameça falaciosa, falsa, inventada pelas pessoas que estão no poder para controlar o população. Se você já viu o filme, vai perceber que essa interpretação faz muito sentido.

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A talentosa Rachel Weisz em uma bela atuação (Fonte)

E, como eu disse, eles nem precisam mostrar isso em cena. O simples fato de alguém ter levantado essa possibilidade basta para tornar a jornada de cada personagem tão mais insignificante, e todo aquele sofrimento em vão, e o filme ainda mais desolador…

Pois é, desculpa por isso. Juro que o post de sexta vai ser menos depressivo.


Em tempo: Eu não abordei isso hoje, mas o filme também oferece uma discussão bem legal sobre o apagamento da bissexualidade. Por um lado, o mundo distópico que nós vemos em O Lagosta não dá grandes indícios de homofobia. Ao chegar no hotel, você pode escolher se quer procurar um parceiro ou uma parceira, sem problemas. Só que quando David pergunta se existe uma opção bissexual, a funcionária informa educada mas firmemente que não, ele deve escolher. Diz muito sobre a sociedade atual.

Já que eu joguei várias teorias para vocês hoje, deixo mais uma. Aquelas duas meninas, as que são melhores amigas… Eu também fiquei pensando que uma delas talvez fosse apaixonada pela outra, desde o começo. E a outra talvez soubesse, e compartilhasse os sentimentos, mas não quisesse assumir nem para ela mesma. Isso colocaria a história delas (particularmente a última cena entre as duas) em uma nova perspectiva, né?


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Vocês sabiam que o meu irmão é poeta?

…e esse fim de semana é o aniversário dele!

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Então, hoje eu quero fazer uma pequena homenagem, compartilhando o trabalho dele com vocês. Vai ver essa necessidade de escrever, esse amor pela literatura, vêm mesmo de berço. Não foi Guimarães Rosa quem disse que “a alquimia de escrever precisa do sangue do coração”? Pois é, o talento para as letras também corre no sangue. Nós dois gostamos de escrever ficção, mas poesia é uma área toda dele. O Vitor já participou de alguns concursos e teve dois poemas publicados em duas edições diferentes do Prêmio Moutonnée de Poesia. Pra quem não conhece, essa é uma premiação que acontece em São Paulo, na cidade de Salto, onde eles selecionam as 100 melhores poesias inscritas para integrar uma coletânea. O Vitor teve trabalhos publicados em 2017 e 2018!

Por hora, eu vou deixar vocês com essas duas:

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Essa primeira foi publicada na 26ª coletânea do Prêmio Moutonnée, que saiu no final do ano passado. Pra quem tiver interesse em adquirir, o livro é vendido pela internet. É uma das minhas preferidas todas as obras dele (e acreditem, tem muito material inédito que é incrível). O título, True Rouge, foi uma sugestão minha! Tenho certeza que alguns amigos vão pegar a referência: ele me veio à cabeça porque quando li o poema, pensei muito na obra True Rouge, do artista plástico Tunga.

 

Poeta

Poeta já segue um estilo mais clássico, no formato do soneto. E ela foi escolhida para a publicação na coletânea de 2017, que também está disponível para comprar online. Eu gosto demais dessa e ainda tenho um carinho todo especial, porque foi a primeira obra dele a sair em um livro.

Espero que vocês gostem das poesias tanto quanto! E para quem curtiu o trabalho, ele também tem uma página chamada Gaveta de Pandora no Twitter e no Facebook.

 

Vitor, eu tenho certeza que você está lendo isso hoje – porque você é, tipo, o fã número 1 do blog – então deixo aqui meu PARABÉNS adiantado. Tanto pelo aniversário quanto pelo talento, e pela publicação das poesias. Que no próximo ano venham muitos versos, muitos contos,  muito sucesso e ainda mais inspiração pra você. FELIZ ANIVERSÁRIO!


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