Entre-Laços, drama japonês com uma personagem trans

Vocês devem ter ouvido falar sobre esse filme! Entre-laços é um drama leve que conta a história de Tomo (Rin Kakihara). Abandonada pela mãe aos 11 anos, Tomo vai morar com o tio Makio (Kenta Kiritani) e sua namorada Rinko (Tôma Ikuta), que é uma mulher trans. E entre os dois, a menina descobre o que é uma família de verdade.

O filme japonês estreou no Brasil dia 17 e está nos cinemas. Confira o trailer!

Entre-laços aborda a relação familiar com muita sutileza, provando que o amor é mais importante que laços de sangue. Mais que isso, a história apresenta uma personagem trans com naturalidade, sem transformá-la em uma caricatura ou explorar uma grande tragédia – algo raro nos filmes com temática LGBT, especialmente quando falamos de personagens transsexuais.

Parece que a ideia da diretora Naoko Ogigami, que também escreveu o enredo, foi usar os clichês sobre família para construir a relação entre Tomo e Rinko. E isso é lindo! Em uma narrativa diferente talvez parecesse bobo, ou batido, mas pessoas trans quase não são representadas no cinema. Quando são, na maioria das vezes elas continuam sendo marginalizadas, sempre expostas a situações de risco e sofrimento. É libertador ter uma protagonista transgênero em cenários normais, corriqueiros. Mais revolucionário que mostrar outra mulher trans que morre de forma trágica no final (sim, eu estou falando sobre Um amor na trincheiraA garota dinamarquesa).

Ao invés disso, em Entre-laços o que a gente assiste é a Rinko se tornando, aos poucos, uma mãe para Tomo. Uma mãe como qualquer outra, a despeito dela ser ou não trans.

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Makio, Tomo e Rinko fazem um piquenique (Fonte)

Fiquei com muita vontade de assistir, mas infelizmente o filme não está nos cinemas de Belo Horizonte. Encontrei sessões em São Paulono Rio de Janeiro e em Brasília, então para quem puder, vale a pena. Ainda assim, fica aqui a minha crítica: por que nenhum cinema de BH vai exibir Entre-Laços? E mesmo que o filme tenha vindo apenas para as salas de cinema do Itaú, por que não contemplar as outras cidades que possuem esse espaço, Salvador, Curitiba e Porto Alegre? Um pena que uma produção tão legal não ganhe mais espaço no Brasil.

A única coisa que eu não curti em Entre-laços é a Rinko ser interpretada por um ator. Embora Ikuta tenha feito um bom trabalho, o ideal é que o papel fosse de uma mulher. De preferência, claro, uma mulher trans, mas uma atriz cisgênero seria melhor do que um homem. Isso porque quando o filme escala um ator para interpretar uma mulher transgênero reforça a ideia de que ela é, na verdade, um “homem disfarçado”. O foco é sempre em como ele ficou diferente, como ele consegue se passar por mulher, como ele nem parece que é homem. Rinko é mulher, e devia ter sido interpretada por uma.

Esse é um problema recorrente nos filmes, mas, de qualquer forma, acredito que ainda vale muita pena assistir Entre-laços. Não deixem de ver, se vocês puderem!


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O manicômio de Barbacena e o holocausto brasileiro

Já que 18 de maio é o Dia da Luta Antimanicomial, hoje eu trouxe para vocês a história do Hospital Colônia de Barbacena. Uma instituição psiquiátrica que dizimou sessenta mil internos, considerada um verdadeiro campo de concentração. E quero aproveitar a oportunidade para recomendar um ótimo livro sobre o tema: O Holocausto Brasileiro, da Daniela Arbex

Eu achei o livro pra baixar em PDF, e o documentário de mesmo nome, produzido pela jornalista, está disponível no Youtube.

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Pacientes do Colônia eram abandonados no pátio do hospital à mercê do frio, da fome e de doenças que prosperavam nas péssimas condições sanitárias

Também conhecido como manicômio de Barbacena, o Hospital Colônia foi inaugurado em 1903, com objetivo de fornecer tratamento aos pacientes com doenças mentais. Só que o lugar acabou virando um circo de horrores, onde os internos viviam em condições subumanas e eram diariamente submetidos a práticas análogas à tortura. Impossível não se revoltar com os relatos de sobreviventes e funcionários. Principalmente quando a gente percebe que eles se referem a um passado muito, muito recente.  

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As pessoas internadas – ou melhor, presasali dentro perdiam toda a sua dignidade. Passavam fome e frio. Chegavam a comer ratos e beber água do esgoto para sobreviver. Muitos usavam trapos ou andavam nus no terreno da instituição, mesmo nas noites geladas da região de Barbacena. Ao invés de cama, eles dormiam sobre punhados de capim largados no chão. Doenças se alastravam. A sujeira e as condições deploráveis de higiene atraíam baratas e moscas, que pousavam aos montes sobre os corpos prostrados dos doentes como se eles já estivessem mortos. Castigos físicos e espancamentos eram recorrentes. Os medicamentos eram distribuídos sem critério. Homens se misturavam às mulheres e crianças, com pouca ou nenhuma supervisão dos funcionários. O Colônia nunca foi um hospital, mas uma máquina de extermínio.

Sobre a alcunha de “holocausto brasileiro” e a comparação com os antigos campos de concentração do Nazismo, a jornalista Eliane Brum comentou:

“As palavras sofrem com a banalização. Holocausto é uma palavra assim. Em geral, soa como exagero quando aplicada a algo além do assassinato em massa dos judeus pelos nazistas na Segunda Guerra. Neste livro, porém, seu uso é preciso. Terrivelmente preciso.”

Eliane Brum, que assina o prefácio
de O Holocausto Brasileiro

 

A superlotação sempre foi um problema no Colônia, mas durante a pior fase morreram dezesseis pacientes por dia. Uma realidade que só começou a mudar nos anos 80, após décadas de crueldade e várias denúncias sobre os abusos praticados ali dentro. O mais absurdo é que a primeira denúncia foi feita em 1961, quando o fotógrafo Luiz Alfredo publicou na revista O Cruzeiro imagens que mostravam a verdadeira cara do hospital psiquiátrico de Barbacena. No documentário, Luiz relembra a experiência, e fala sobre as seis horas que passou dentro do Colônia: “é como se fosse um pesadelo”. Segundo o fotógrafo, em toda a sua carreira, nada se compara ao horror que ele viu ali.

São essas imagens que ilustram o livro-reportagem de Daniela Arbex. Embora na época tenham causado indignação no público da revista, é doloroso pensar que não foram o bastante para acabar com o manicômio ainda na década de sessenta. Desde que eu li o livro, uma coisa que não me sai da cabeça é que essas fotos saíram em 1961, e o Colônia continuou funcionando. Por mais vinte anos.

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Entre seus internos, o manicômio de Barbacena abrigou também dezenas de crianças, que recebiam o mesmo tratamento cruel dos adultos

Em 1979 a situação desumana do hospital veio à tona outra vez, quando o manicômio abriu as suas portas para a imprensa. O jornalista Hiram Firmino escreveu uma série de reportagens sobre o local, sob o título Nos porões da loucura. Helvécio Ratton, então um cineasta iniciante, realizou o documentário Em nome da razão na mesma oportunidade. Ficava cada vez mais difícil para o governo e para a sociedade ignorarem os abusos que se desenrolavam por trás das grades do Colônia.

Naquele mesmo ano, o psiquiatra Franco Basaglia – pioneiro na luta antimanicomial –  visitou a instituição. Chocado, o italiano declarou que em nenhum lugar do mundo viu uma tragédia tão grande, e comparou o Colônia a um campo de concentração nazista. Suas declarações repercutiram na mídia brasileira e internacional, chamando a atenção para forma como Minas Gerais tratava seus “loucos”. Ambos os episódios influenciaram a extinção do manicômio de Barbacena, embora ela só tenha acontecido anos depois. Em 1996, o antigo prédio se tornou o Museu da Loucura.

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Era comum ver internos caídos no chão, em posições atrofiadas, sem que os funcionários fizessem nada para ajudar ou descobrir o motivo

O livro O Holocausto Brasileiro aponta, também, os interesses políticos e financeiros mascarados pelas atividades do hospital. Incluindo o extenso comércio de cadáveres para laboratórios de anatomia das faculdades brasileiras, como UFMG e UFJF. Apesar da prática ser ilegal, existem registros da venda de mais de 1800 corpos.

Além de tudo, 70% dos pacientes internados na instituição não foram diagnosticados com nenhum transtorno ou doença mental. Alguns tinham deficiências físicas ou eram epiléticos, e foram abandonados pela família. Outros, eram alcoólatras. Muitos apenas não se encaixavam nos padrões impostos pela sociedade: homossexuais, prostitutas, rebeldes. Adversários de gente poderosa. Moças de família desonradas, empregadas violentadas pelos patrões que acabaram engravidando, esposas que eram trancadas no hospício para que o marido pudesse ir morar com a amante. Mais uma prova de que o Colônia nunca foi um lugar para promover saúde mental. Pelo contrário, era como um depósito de gente, onde as autoridades prendiam os enjeitados sociais.

Nas palavras da jornalista Daniela Arbex, “os anos no Colônia consumiam os últimos vestígios de humanidade” dessas pessoas.

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E nós não podemos permitir que a história delas seja esquecida. Jamais. A gente precisa conhecer, e falar a respeito, e aprender, para não deixar que algo assim aconteça de novo. É por causa disso que hoje, no Dia Internacional da Luta Antimanicomial, quero pedir a vocês que leiam o livro. Vejam o documentário. É algo tão recente, e as gerações mais novas – a minha geração – sabem tão pouco a respeito. A gente ouve falar sobre os hospícios e manicômios, e parece coisa de outros séculos, quando o Colônia estava a pleno funcionamento poucas décadas atrás. A gente ainda estuda a Segunda Guerra e o Nazismo na escola, e fica horrizado com os campos de concentração de Hitler, sem se dar conta que algo tão parecido acontecia no nosso próprio país, sob as vistas de todo mundo.

Mais do que não esquecer a história do Hospital Colônia, a gente tem que entender que embora tenha sido o maior hospício do país, e talvez o mais cruel, ele não foi o único. A gente precisa compreender que instituições assim ainda existem, e continuam sendo um problema gravíssimo no Brasil. Principalmente porque tem gente que, mesmo hoje, acredita que isso seja uma solução.

 

Em tempo: Todas as fotos acima foram retiradas do livro O Holocausto Brasileiro.


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Será que é um problema a novela não ter pessoas negras?

Um assunto que deu o que falar nos últimos dias foi a escalação de Segundo sol, novela da Globo que começou a ser exibida ontem. Isso porque a trama acontece na Bahia, um dos estados brasileiros com maior população negra, mas o elenco principal é composto majoritariamente por pessoas brancas.

É algo recorrente na emissora. Sempre que estreia uma novela a gente vê a ausência de profissionais negros (e de qualquer pessoa muito além do padrão branco-de-olhos-claros) nos papéis principais. Quando foi lançada Salve o rei, a atual novela das sete, a Globo recebeu críticas parecidas. E usou como justificativa o fato da trama se passar na época medieval, embora a produção abuse da licença poética pra inserir elementos que não pertencem a esse período. Tem cara branco de dread, mas não tem personagens negros! Dessa vez, a desculpa para Segundo sol é que Taís Araújo não estava disponível, o que pegou mal. A Rede Globo tem um histórico de racismo nas suas produções, esse não é um caso isolado e não poderia ser resolvido apenas com a escalação da atriz. A própria Taís já foi protagonista da novela Da cor do pecado – alusão pejorativa à cor da sua pele – em que ela era uma das poucas pessoas negras no elenco, e a única mulher negra com papel de destaque na trama.

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A talentosa Sheron Menezzes, uma das várias atrizes negras que poderiam ter sido escolhidas para integrar o elenco da produção

Taís e o marido Lázaro Ramos não são os únicos atores negros da Globo, que tinha entre as duas opçõess nomes como Sheron Menezzes, Juliana Alves, Cris Vianna e Lucy Alves pra interpretar a mocinha da história. A Cris, inclusive, já falou sobre racismo no programa Encontro, e deu um verdadeiro show.

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Cris Vianna, que também poderia estar na novela

Dizer que o problema é a falta de atores e atrizes negras é uma grande falácia. No Facebook, a página Trick Tudo fez uma lista de profissionais que poderiam estar na novela, e ela já tem mais de cinquenta nomes. São pessoas que têm talento de sobra e já trabalharam em outros projetos da Globo, então por que nenhuma delas foi considerada para o elenco de Segundo sol? A resposta é, sim, o racismo. Um racismo velado, que se esconde atrás da máscara de uma empresa que insiste em dizer que “não vê cor” na hora de montar elenco, quando isso é uma mentira descarada.

Não é tão diferente das pessoas que dizem não gostar de negros e alegam que isso é apenas uma questão de preferência, ignorando as implicações sociais daquilo que nós chamamos de “gosto pessoal”.

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Jonathan Azevedo, que interpretou o traficante Sabiá em A força do querer e poderia fazer parte de Segundo sol

O critério discriminatório da emissora fica ainda mais evidente quando a gente lembra que em novelas sobre a escravidão ou sobre atividades criminosas, como o tráfico de drogas, não faltam profissionais negros. Ou pro papel de Globeleza.

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Sérgio Menezes, que interpretou Fulgêncio em Sinhá Moça

Sinhá Moça e Liberdade, liberdade são exemplos disso, assim como a minissérie Abolição, exibida na década de oitenta. Até a excelente novela Lado a lado, que trazia o Lázaro Ramos e a Camila Pitanga como protagonistas, tinha o enredo ligado à abolição da escravatura. Não há nada de errado em contar esse tipo de história (afinal, isso faz parte do nosso passado), o problema é quando essas narrativas se tornam a única oportunidade para a gente ver atrizes e atores negros na televisão.

Em tramas que se passam no cenário contemporâneo, a emissora tem a mania de relegar os profissionais negros a papéis secundários. Ou, ainda, de escalar esses atores sempre para interpretar os mesmos clichês: a empregada doméstica, o motorista da família, a mocinha pobre, o bandido, o traficante do morro. Algo que diz muito sobre os preconceitos da nossa sociedade.

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Cacau Protásio, que roubou a cena em Avenida Brasil

De novo, o problema não é, por exemplo, a Cacau Protásio interpretar uma empregada em Avenida Brasil. A colunista Stephanie Ribeiro colocou essa questão muito bem: “não teríamos problema nenhum nessa representação, caso ela não fosse a única que as emissoras de TV fazem de nós“. Outra coisa interessante que a jornalista fala nesse mesmo texto é sobre como os personagens negros são isolados nas novelas.

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Val Perré, o Quirino da novela Sol nascente

Ela chama atenção para o fato de que esses personagens aparecem sempre como único cara negro ou única moça negra em um mundo de brancos. Não tem pais negros, não tem irmãos, não tem amigos negros. “Os roteiristas, em geral, não se dão conta de que as personagens negras são severamente isoladas do contato com outros negros”, apontou a colunista. É por isso que só escalar uma atriz como a Sheron ou a Taís para interpretar a protagonista não é suficiente. Isso não é representação de verdade, é só uma tentativa fraquíssima de preencher uma “cota” de representatividade. O público quer se ver ali nas telas, e nesse ponto a Globo falha demais.

Segundo Sol não representa a Bahia

A Bahia é um dos estados com maior percentual de pessoas não-brancas do país, além de ter a maior população negra. Salvador, a sua capital, tem mais pessoas negras que qualquer outra cidade brasileira. Infelizmente, isso não quer dizer que o racismo tenha sido erradicado no estado baiano, assim como não foi no resto do país.

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Ícaro Silva, o eterno Rafa da Malhação, que recentemente trabalhou em Joia rara Pega pega, ambas da Rede Globo

Ou seja, Segundo sol se passa em um estado cujo a maioria da população não é branca. E mesmo assim a maior parte do seu elenco, incluindo os protagonistas, é composto por atores e atrizes brancas. Fica a questão: se a novela não representa a realidade, o que será que ela representa? O mesmo ideal racista, branco, que a Globo tem servido para o seu público há décadas. Aquela velha ideia de que o branco é o padrão, o modelo de beleza, a ser seguido e imitado – até num ambiente onde a maior parte das pessoas não pode, nem se quiserem (e elas não querem) se encaixar nesse padrão.

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Lucy Alves, atriz e cantora cheia de talento que também já participou de vários programas da emissora

Mas a novela tem figurantes negros!

Se você viu o primeiro capítulo ontem deve ter reparado que, de fato, Segundo sol tem muitos figurantes negros. O que é pior ainda!

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Zezeh Barbosa, uma atriz global de longa data

Quando a emissora escolhe colocar as pessoas negras para fazer a figuração, mas se recusa a dar papéis de destaque para atores negros, a mensagem que ela transmite é que essas mesmas pessoas não merecem o protagonismo. Isso quer dizer que Globo reconhece a existência da população negra, mas não acha que a sua história deve ser contada. Nem mesmo em um cenário onde as pessoas negras são a maioria (a não ser, é claro, que a gente esteja falando sobre escravidão ou cadeia). Mais uma vez, é a problemática do lugar de fala, que foi abordada no artigo sobre a escritora nigeriana Chimamanda Ngozi.

Uma coisa que eu sempre digo aqui no Estanteante, é que representatividade importa. Ver na mídia exemplos que parecem com você, ser capaz de se reconhecer nesses exemplos, é fundamental pra construção da nossa identidade e tem um impacto imenso sobre a nossa auto-estima. Principalmente para as crianças, mas não só elas: adolescentes e jovens adultos também sofrem um baque enorme na auto-imagem com essa falta de representação. Sem contar que uma mídia que mostra apenas o padrão como bom, certo e válido, contribui pra manutenção do racismo (e outros preconceitos), e estimula a discriminação.

Por isso mesmo, eu fiquei imensamente feliz ao ver a indignação geral com esse elenco de Segundo sol. Não importa se eu assisto novelas, eu ainda reconheço o papel que elas desempenham na sociedade como elemento formador de opinião e identidade. E, mais ainda, reconheço a importância da gente se posicionar contra o ideal excludente e racista que nega oportunidades a profissionais negros.

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Flávio Bauraqui, outro ator de longa data da Globo

A Rede Globo sentiu o peso das críticas que inundaram a internet nessas duas últimas semanas, e tomou medidas pra tentar salvar a imagem da sua nova produção. Entre elas, convidar só artistas negros para se apresentar na festa de estreia da novela e divulgar mais propagandas com os (poucos) personagens negros. E não duvido nada que agora vão dar um jeito de incluir outros profissionais negros na trama, mas para mim a Globo não fez mais do que a sua obrigação. Nenhuma dessas medidas vai me impressionar até a emissora tomar atitudes duradoras pra incluir mais pessoas negras (e não-brancas em geral) em toda a grade de programação.

Em tempo: Foram escolhidas fotos de atrizes e atores negros para ilustrar esse texto e mostrar pra Globo (e pra quem mais tentar defender essa emissora) que profissionais  negros de talento não faltam, não. Vocês é que são racistas.

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Jennifer Nascimento, que também despontou na Malhação e poderia muito bem ter sido escalada para Segundo sol


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