SORTEIO: Star Wars no Estanteante!

Um dos filmes mais esperados do ano é o episódio VIII de Star Wars, Os Últimos Jedi, que estreia 14 de dezembro. Isso mesmo, falta só um mês! E para comemorar, o blog está realizando um sorteio no Facebook. Pra participar, basta curtir a nossa página e se inscrever na aba Promoções. Dá só uma olhada nos prêmios:

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  • Almofada Star Wars BB-8
  • Quadro Darth Vader
  • Porta-lápis Darth Vader
  • Miniatura Darth Vader
  • Miniatura Stormtrooper

Quer conferir os prêmios mais de perto?

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Um quadro do Darth Vader, em tamanho A4, para você pendurar na parede do quarto e provar sua lealdade ao Império! Para completar, esse porta-lápis do Vader. Os dois são uma impressão aplicada em MDF.

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Miniaturas Darth Vader e Stormtrooper

 

sorteio_estanteante_3Mais duas miniaturas do modelo Lego, um Darth Vader e um Stormtrooper. Acompanham os acessórios: plaquinha para suporte e capacete, a arma do ‘trooper e o sabre de luz para o Darth Vader, na cor vermelha. Todas as peças são removíveis. Os dois capacetes saem, e ambos os bonecos tem o rostinho pintado de acordo com seus personagens. Na foto logo abaixo vocês podem ver o Darth Vader sem o seu famoso elmo.  E como nós estamos todos ansiosos pelo novo filme, tem ainda a almofada do BB-8! Não dá para ver na imagem, mas na parte de trás a almofada tem o símbolo da Aliança Rebelde em vermelho.

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Além disso, vamos incluir um brinde surpresa junto com os prêmios já mostrados aqui. Não fique de fora, corre lá no Facebook e entra pro sorteio! Não se esqueça de curtir a nossa página também. Boa sorte, e que a força esteja com você.

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Kingsman: por que vilões sempre usam prótese?

Baseado em HQs de Mark Millar e Dave Gibbons, Kingsman é uma reinterpretação mais divertida dos clássicos filmes de agente secreto. Quem é 007 perto de Harry Hart! Apesar do primeiro ser fantástico (na minha humilde opinião) o segundo, Kingsman: O Círculo Dourado, não superou as expectativas. Eu me diverti porque adoro a franquia toda, mas acho que o enredo poderia ter sido melhor.

Mesmo assim, o post de hoje não é exatamente uma crítica. É uma reflexão sobre algo que acontece tanto em Kingsman quanto na sua sequência: os vilões – ou ainda, os capangas – são sempre personagens com uma deficiência física. Mulher Maravilha faz a mesma coisa. Talvez você esteja se perguntando porque isso é um problema. A questão é a seguinte: “vilão deficiente” é um clichê recorrente em histórias de ação e aventura. De Capitão Gancho a Darth Vader, é mais comum você ver o “cara mau” com um braço faltando do que o mocinho. O que contribui para criar uma visão estigmatizada dessas pessoas na vida real, além de estabelecer a deficiência (no caso, a falta de um membro, que pode ser congênita ou por amputação) como característica negativa, ao associá-la somente aos antagonistas.

Gazelle

Sofia Boutella como Gazelle em Kigsman: Serviço Secreto (Fox)

Não estou dizendo que Gazelle, por exemplo, não seja legal pra caramba. Ela é fodona, ela é implacável, e um dos destaques do primeiro filme. Só que ela continua sendo uma vilã. Ela morre como vilã – de forma gráfica, após perder a luta pro herói – e torcer por ela seria torcer pela dominação mundial. O mesmo acontece com Charlie em O Círculo Dourado. Vocês entenderam aonde eu quero chegar? Por mais que Gazelle seja uma personagem interessante, não muda o fato de que temos poucos personagens como ela entre os mocinhos, enquanto o “vilão deficiente” é um estereótipo extremamente comum. Para comparar, nesse post eu já falei um pouquinho sobre deficiências nos quadrinhos dos X-Men.

Alguns filmes subvertem o clichê. Em Mad Max nós temos vilões com e sem deficiência física, enquanto Furiosa, a grande heroína da história, não tem parte do braço e usa a prótese mecânica. Em Star Wars, Luke perdeu uma mão, assim como Darth Vader teve membros amputados. Essa inversão do estereótipo equilibra a representação entre os personagens, indo contra aquela ideia batida de que o cara com a mão de gancho ou com uma bengala é sempre o vilão. Por que não o herói? Por que não uma heroína que usa uma cadeira de rodas, ou próteses nos membros inferiores? É fácil não ligar para representatividade quando ela não diz respeito à gente, mas da mesma forma que eu cobro mais personagens LGBT na cultura pop, eu também quero ver mais diversidade de corpos: incluindo, claro, personagens com deficiências físicas.

charlie_kingsmanOutro ponto importante: filmes de ficção parecem adorar vilões que usam prótese só porque elas podem ser transformadas em armas mirabolantes –  como o braço de Charlie em Kingsman 2, que até se move sozinho. Ou Bucky Barnes da Marvel, cujo braço metálico confere superforça. Só que isso levanta uma questão diferente: seja vilão ou herói, às vezes é difícil considerar esse tipo de personagem como representatividade, porque parecem mais robôs que pessoas de verdade. Eu sei que é estranho falar em pessoas de verdade quando tem tanta coisa impossível acontecendo na tela (como os cachorros-robôs),  porém, eu me refiro a personagens em quem o público consegue se enxergar, com quem as pessoas são capazes de se identificar, e se emocionar, e torcer junto. Porque é isso que é representatividade.

Fica aqui essa reflexão – especialmente válida para quem cria conteúdo, os escritores e desenhistas. Por que será que é tão comum a gente ver vilões com deficiências físicas, ao invés de heróis? E por que não desafiar esse estereótipo na próxima vez, ao invés de continuar alimentando esse clichê tão preconceituoso?

13 filmes LGBT de terror

Sempre que eu chamo meus amigos pra gente assistir um terror trash gay, a resposta é a mesma: ué, e isso existe? Como o dia das bruxas está chegando, resolvi fazer uma lista! Atenção: alguns desses títulos são pééssimos, tem uma quantidade bizarra de sangue falso e um enredo mais que duvidoso – mas todos eles têm personagens abertamente queer. Deixei de fora aqueles muito ruins (*cof cof* Vampire Boys) ou estilo “vampiras lésbicas devoradoras de homens”, e tentei escolher alguns que – piadas terríveis à parte – podem ser divertidos de assistir com a galera. Então, pegue a pipoca, apague as luzes e vamos ter um Halloween menos heteronormativo!

1) Hellbent

O típico slasher onde um assassino mascarado sai matando os personagens um por um, como Pânico e Sexta-Feira 13. Enquanto isso, nosso herói Eddie (Dylan Fergus) só quer curtir o halloween em uma festa gay com os amigos. Entre eles Chaz (Andrew Levitas), abertamente bissexual. Claro que a gente vê todos os personagens sem camisa – até o serial killer, né? Apesar disso (ou talvez por isso mesmo) é aquele terror b gostoso que a gente adora assistir junto com os amigos. Download e legenda disponíveis.

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O assassino usa máscara, mas camisa não!

2) Todas as cheerleaders devem morrer

No original All cheerleaders die, é mais um filme sobre vingança com sangue falso pra todo lado. O legal é que algumas garotas da equipe de torcida são queer e a sexualidade delas não é tratada como artifício pra agradar o público masculino. É um detalhe que se encaixa tão bem na história quanto as relações hétero. Não me entenda mal, esse filme é super tosco, mas não porque uma relação lésbica seja tratada como fetiche. Assista online dublado ou legendado.

3) Bite marks

Se você acha que Hellbent é trash, espere só até ver esse aqui. Enquanto o primeiro é como Pânico (mas gay), Bite Marks está mais pra Todo mundo em Pânico (e gay). Ou seja, é “comédia de terror” e tira sarro dos clichês do gênero. Enquanto dois namorados se vêem cercados por vampiros sem camisa, entre um susto e outro a gente acaba rindo – o que é perfeito se você quer entrar no clima do Halloween sem ter pesadelos de noite. Tem o download pelo torrent, e aqui a legenda.

4) Garota infernal

Garota infernal (Jennifer’s Body) é uma variação do “rape and revenge” – filme em que uma mulher é atacada e se vinga dos agressores de forma brutal – com elementos sobrenaturais. Megan Fox descreveu Jennifer como uma cheerleader canibal lésbica. A personagem de Amanda Seyfried parece ser bi e rola um clima entra as duas (tirando o fato de Jennifer ser, você sabe, um monstro). Nem todo mundo curte esse tipo de filme, mas pra quem gosta fica a dica. Dublado aqui e aqui, ou pelo torrent com legenda.

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Amanda Seyfried e Megan Fox (Fonte)

5) Drink me

Bite Marks está longe de ser o único filme sobre vampiros na lista (parece que vampiros são sexy ou algo do tipo). Em Drink me, James e Andy são um casal perfeito, mas quando eles resolvem hospedar um estranho em casa, isso começa a mudar. Andy passa a ter pesadelos sombrios, enquanto um assassino é procurado nas ruas do bairro. Por algum  motivo, o filme tem várias cenas de sexo. Tipo, várias mesmo. Disponível para ver online aqui, legendado.

6) In the blood (2006)

Cassidy é um estudante universitário que passa a ter visões da irmã caçula morta, enquanto um assassino aterroriza o campus. Só que as visões aparecem quando ele se entrega ao sexo, e Cass não consegue aceitar que é gay. Eu sei que parece uma ideia terrível para um filme, mas não deixe a sinopse te desencorajar! Ao contrário de alguns outros nessa lista, In the blood tem um suspense legal e um enredo inteligente. Juro! Você pode assistir online aqui, é só colocar a legenda. Baixe esse arquivo primeiro e, no player do filme, clique em CC lá embaixo, depois em “load srt/vtt from pc”, e selecione o arquivo com a legenda.

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Tyler Hanes como Cassidy Clarke

7) Return to Nuke’em High (Volume I)

“De volta à Nuke’em High” é uma sequência do “clássico” Class of Nuke’em High de 1986. A história é a seguinte: a escola foi construída na mesma área que uma usina nuclear, o que causa mutações nos alunos e outras coisas… estranhas. É uma mistura de ficção científica, terror e comédia super, super tosca, com uma personagem lésbica (e Stan Lee como narrador). Se você acha que vai curtir Return to Nuke’em High e esse climão de filme b dos anos 80, download aqui.

8) A casa amaldiçoada

A casa amaldiçoada (The Haunting) não é trash,  mesmo que os efeitos sejam obsoletos. Não há romance, mas o filme tem sim uma figura queer icônica:  Theo (Catherine Zeta-Jones), que menciona sua bissexualidade no início da trama e flerta com a mocinha Eleanor. A relevância da personagem, porém, é histórica: A casa… é baseado num romance de 1959 e o livro deixa implícito que Theo é lésbica. O mesmo acontece com a primeira versão pro cinema, feita na década de 60. Eu pretendo escrever sobre como personagens assim são importantes na cultura LGBT, mas, por hora, Theo entra como exemplo de representatividade. O enredo não explora a sexualidade dela, mas também não o faz com nenhuma relação hétero.

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Eleanor e Theo nas duas versões (Fonte 1, 2)

Uma boa notícia: a Netflix está produzindo uma série baseada na história, o que quer dizer que a gente vai ter uma heroína foda que ama outras mulheres! Seja Theo lésbica ou bi na adaptação, a Netflix deve dar destaque à sexualidade dela. Até lá, assista a versão com a Zeta-Jones dublada aqui e aqui, ou baixe pelo torrent com a legenda. E se você curte clássicos, o primeiro chama Desafio do Além (legendado e dublado).

9) Kissing Darkness

Lembra quando eu disse que Bite Marks era trash? Kissing Darkness consegue muito, muito, muito mais. Outra “comédia de terror” onde os caras parecem ter alergia a  usar camisa não que eu esteja reclamando. Dessa vez quatro amigos gays (e um hétero) vão passar uns dias numa cabana, e ao brincar com um tabuleiro ouija acabam despertando uma… bem, alguma coisa que pelo jeito se alimenta de sangue. Dá pra baixar o filme no torrent, com a legenda aqui.

10) Carmilla

Deixando de lado o terror trash… Talvez eu esteja trapaceando, já que Carmilla é web série, mas vocês tem que ver. A série virou filme, estreia em 2017! E se o título parece familiar, é porque a história é inspirada no romance gótico de mesmo nome, famoso por preceder Drácula com uma vampira lésbica. Carmilla teve várias adaptações (algumas de péssimo gosto), mas eu recomendo essa. Além do formato interessante da narrativa, a maioria dos personagens é queer: a heroína Laura é lésbica, assim como a professora Danny e a própria Carmilla, LaFontaine é não-binário. Tem no Youtube com legenda¹.

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Carmilla e Laura (Fonte)

11) Contágio letal

Deixei esse aqui pro fim da lista porque logo no início tem uma cena difícil de assistir: numa festa, um desconhecido se aproveita do fato de Samantha estar bêbada para fazer sexo com ela, mesmo Sam dizendo que não quer e que é lésbica. Dois dias depois, Sam ainda está se sentindo mal e culpa a ressaca, mas quando sintomas esquisitos aparecem, ela desconfia que pegou alguma doença venérea do cara na festa – mas o que Samantha “pegou” foi algo muito mais macabro. Disponível na Netflix!

12) Bugcrush

Ben (Josh Caras) se encanta por Grant, o garoto novo que começou a frequentar a sua escola, sem saber que ele esconde um segredo. Bugcrush é um média-metragem que envolve a descoberta da sexualidade entre os personagens num clima de suspense, e o resultado é uma trama curiosa, mais perturbadora do que propriamente terror. Fica a dica para quem quiser conferir! Você pode baixar no torrent ou fazer download direto, com as legendas.

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Detalhe do pôster de Bugcrush

13) Lyle

856710_019Queria muito colocar Lyle na lista e não consegui achar ele de jeito nenhum. Nem para download, nem para ver online. O que é uma pena! Um filme que costuma ser descrito como “a versão de O bebê de Rosemary onde o casal central são duas mulheres”, Lyle parece fantástico, o tipo de suspense que eu adoro. Por isso eu vou deixar o trailer aqui e se vocês tiverem oportunidade, assistam! Li várias críticas positivas a respeito e minha curiosidade só aumentou, então vou continuar procurando. Assim que achar esse filme, eu coloco aqui para vocês. Se alguém encontrar antes, por favor, me avise! Caso seja a versão em inglês sem legendas, eu posso legendar rapidinho.

 

Ps.: Eu não sou muito fã de terror trash, mas é legal ver protagonistas queer mesmo em filmes… bem, péssimos. Na verdade, os que tem imagem são os que eu pessoalmente curti nessa lista, e considero bons filmes. Então, fica a dica!


¹ Não achou as legendas no Youtube? É só ativar a legenda ali embaixo ali embaixo do vídeo, e clicar na ferramenta ao lado pra selecionar o português.